A McLaren está a analisar como a Ferrari produziu um grande número de atualizações de Fórmula 1 durante a primeira metade de 2026. O diretor técnico Neil Houldey descreveu o trabalho como uma referência impressionante.
Os seus comentários não acusaram a Ferrari de violar o limite de custos. A McLaren está a estudar a rapidez com que um rival passou peças da investigação aerodinâmica para a produção pronta para corrida.
As novas regras criaram uma corrida de desenvolvimento rápida
Todas as equipas começaram 2026 com um novo chassis e uma nova estrutura de unidade de potência. As primeiras corridas mostraram rapidamente que escolhas de design funcionaram e que áreas precisavam de correção. A Ferrari introduziu mudanças ao longo de vários fins de semana em vez de esperar por um único pacote. Essa abordagem produziu um fluxo visível de componentes revistos.
A Red Bull também manteve um ritmo de desenvolvimento elevado. A McLaren comparou ambos os programas enquanto planeava atualizações para o MCL40. O número de peças não prova a dimensão de um ganho de desempenho. Mostra, isso sim, com que frequência uma equipa concluiu o processo de design, produção e aprovação.
Houldey elogiou mais do que ideias aerodinâmicas
Houldey é o diretor técnico de engenharia aplicada da McLaren. As suas responsabilidades incluem fiabilidade, trabalho de investigação e questões técnicas no circuito. Afirmou que a produção da Ferrari era interessante tanto do ponto de vista aerodinâmico como de fabrico. Um design só chega ao carro depois de vários departamentos concluírem o seu trabalho.
As novas superfícies têm de passar por verificações estruturais e encaixar nos sistemas existentes. As equipas também precisam de peças sobressalentes suficientes para possíveis danos durante um fim de semana de corrida. A produção rápida liga, por isso, o planeamento da fábrica ao progresso aerodinâmico. A McLaren está a analisar o processo completo em vez de um único componente fotografado.
O limite de custos molda cada decisão
As equipas de Formula 1 operam sob um limite financeiro para despesas relevantes.

Produzir várias versões de uma peça pode consumir recursos que depois ficam indisponíveis. As equipas escolhem quando gastar de acordo com a sua posição de partida e os ganhos esperados. Uma base sólida pode permitir alterações mais pequenas, enquanto um carro difícil pode exigir um trabalho mais amplo.
A Ferrari concentrou a sua atenção principal nos regulamentos de 2026 logo no início da época anterior. Esse timing deu à equipa um longo período para preparar a sua primeira direção de design. A McLaren continuou a lutar pelo campeonato ao longo da época de 2025. Os calendários diferentes ajudam a explicar por que razão os dois programas de desenvolvimento não começaram no mesmo ponto.
A McLaren tem o seu próprio pacote planeado para Baku
A McLaren introduziu alterações mais pequenas antes da pausa de verão e planeia um pacote maior para o Azerbaijão. O fim de semana de Baku realiza-se no final de setembro. O trabalho concluído antes desse evento ainda pode aparecer como revisões menores. A equipa avaliará cada peça através de simulação, testes de fábrica e da sua primeira utilização em pista.
O circuito de Baku combina longas retas com várias curvas lentas. Esse traçado fornece informações úteis sobre eficiência, tração e arrefecimento num exigente circuito citadino. O pacote também influenciará a decisão posterior da McLaren sobre as últimas corridas. Um ganho claro poderá sustentar mais trabalho para 2026 antes de os recursos passarem para o ano seguinte.
O conhecimento de desenvolvimento pode transitar para 2027
O carro de 2027 não será idêntico ao MCL40. No entanto, vários métodos de investigação e lições de produção continuam úteis ao longo de épocas consecutivas. Uma correlação fiável entre simulação e circuito ajuda qualquer projeto posterior. As melhorias no fabrico também podem encurtar o tempo necessário para futuras peças.
A McLaren, por isso, não está a tratar o programa atual como trabalho desperdiçado. A equipa pode aprender com atualizações bem-sucedidas mesmo que a superfície exata mude no próximo ano. A velocidade da Ferrari fornece outra comparação para esse processo.

A McLaren pode medir o seu próprio tempo de entrega sem copiar a forma do carro rival.
O desempenho em pista continua a ser a medição final
O número de atualizações da Ferrari atraiu atenção porque o seu carro se manteve competitivo em circuitos diferentes. A McLaren também melhorou antes de Lando Norris vencer na Hungria. Um resultado não pode decidir qual método de desenvolvimento funciona melhor. A temperatura, o uso dos pneus e a fiabilidade podem alterar a ordem durante um único fim de semana. A segunda metade inclui circuitos de elevado downforce, retas longas e traçados citadinos. O calendário variado proporciona medições em mais do que um tipo de circuito. A McLaren entra na pausa com um plano definido para Baku. A produção da fábrica da Ferrari deu ao seu rival outra referência para o trabalho concluído até então. A Ferrari introduziu revisões visíveis ao fundo plano, à carroçaria e ao pacote de asas durante os primeiros meses. Nem todas as peças novas representaram uma reformulação completa. Peças mais pequenas apoiaram frequentemente uma mudança maior introduzida no mesmo fim de semana. Produzir essa sequência exigiu informação precisa da simulação e da pista. Uma correlação fraca obrigaria a fábrica a repetir trabalho antes de fabricar outra versão. Houldey destacou a rapidez deste processo em vez de uma ideia aerodinâmica específica. A McLaren quer compreender como a Ferrari ligou a investigação, a aprovação do design e a produção em intervalos curtos entre corridas.
Uma atualização só chega à pista depois de vários departamentos concluírem o seu trabalho. Os aerodinamicistas identificam primeiro uma direção útil através de ferramentas digitais e testes em túnel de vento. Os designers asseguram depois que a peça encaixa em torno do arrefecimento, da suspensão e das estruturas de segurança. O pessoal de produção cria peças que têm de resistir às cargas de corrida e ao transporte rápido. Os inspetores verificam as dimensões antes de a peça entrar no plano de expedição.

Um problema tardio pode atrasar todo o pacote, mesmo quando a ideia original funcionou. O volume da Ferrari sugeria que estas fases estavam a avançar em conjunto. Esse processo conjunto é a parte que a McLaren considera especialmente útil. O limite financeiro impede as equipas de seguirem todas as ideias promissoras. Materiais, tempo de fábrica e trabalho de pessoal consomem todos parte do orçamento regulado. Um componente apressado pode desperdiçar dinheiro se não proporcionar um ganho mensurável. Esperar demasiado também pode deixar pontos disponíveis para um rival mais rápido. As equipas classificam, por isso, os projetos por desempenho esperado e risco de produção. A Ferrari escolheu atualizações frequentes durante a primeira metade da temporada. A McLaren usou um calendário diferente e preparou um pacote maior para Baku. Dados de corridas posteriores irão comparar o desempenho proporcionado por esses dois calendários. Os dados do circuito continuam essenciais depois de chegar uma nova peça. Os engenheiros comparam leituras de pressão, alturas ao solo e comentários dos pilotos com o resultado previsto. As sessões de treinos podem incluir voltas consecutivas com especificações antigas e novas. Condições semelhantes de combustível e pneus tornam essa comparação mais útil. Se os dados concordarem, a equipa pode continuar a construir a partir da mesma direção de design. Uma discrepância devolve o problema à investigação ou ao fabrico. O estudo da McLaren sobre a Ferrari diz respeito a todo este ciclo. Não implica que os dois carros usem formas correspondentes ou soluções técnicas idênticas. A McLaren está a estudar o timing, bem como a forma das peças da Ferrari. Uma equipa ganha mais valor quando um design útil chega ao circuito várias corridas mais cedo. Isso exige produção rápida e concordância fiável entre as ferramentas da fábrica e os dados da pista. Houldey descreveu o volume da Ferrari como uma referência útil. Não disse que a McLaren iria copiar um componente visível. O pacote de Baku continua a ser o próximo passo planeado da McLaren. Os engenheiros usarão as sessões de treinos para separar o efeito das novas peças da variação normal do circuito. Irão também analisar o comportamento dos pneus e o equilíbrio a diferentes velocidades de curva. Só ganhos repetíveis podem justificar manter uma direção de desenvolvimento para corridas posteriores e para a temporada seguinte.
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