Aston Martin procura progresso após uma primeira metade difícil da época de F1
Notícias 11 de agosto de 2026 • 6 min de leitura

Aston Martin procura progresso após uma primeira metade difícil da época de F1

A Aston Martin completou uma difícil fase inicial sob os novos regulamentos da Formula 1. Fernando Alonso e Lance Stroll passaram grande parte desse período fora dos pontos.…

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A Aston Martin completou uma difícil fase inicial sob os novos regulamentos da Formula 1. Fernando Alonso e Lance Stroll passaram grande parte desse período fora dos pontos.

O AMR26 sofreu com quilometragem limitada no inverno e vibrações persistentes. Uma atualização para a Hungria ofereceu uma melhor referência no meio da tabela antes da pausa de verão.

Os testes de inverno deixaram a equipa com falta de quilometragem

A Aston Martin completou a menor quilometragem durante a pré-temporada. Problemas de chassis e unidade de potência reduziram o tempo disponível para long runs e comparações de setup. As voltas perdidas no inverno afetam mais do que a preparação do piloto. Os engenheiros também perdem oportunidades de testar arrefecimento, consumo de energia e comportamento dos componentes ao longo de uma distância de corrida. A equipa chegou, por isso, ao primeiro Grande Prémio com menos verificações concluídas do que o planeado. Os problemas que poderiam ter surgido durante os testes continuaram nos fins de semana competitivos.

As equipas rivais desenvolveram os seus carros ao longo do mesmo difícil período de abertura. A Aston Martin resolveu falhas enquanto se preparava para cada novo circuito. A Aston Martin começou a temporada com menos quilómetros de testes do que qualquer rival. Interrupções mecânicas reduziram as longas séries necessárias para verificar o AMR26 em distâncias de corrida. A equipa chegou à ronda de abertura sem dados suficientes de vários sistemas. Essa escassez afetou o trabalho de afinação porque os engenheiros tiveram de resolver fiabilidade e desempenho em conjunto. Uma alteração que melhora o equilíbrio tem valor limitado se o carro não consegue completar a sessão. Os pilotos também precisam de voltas repetidas para compreender o comportamento dos pneus ao longo de um stint completo. A ausência dessas sequências colocou mais pressão em cada treino de sexta-feira. O difícil período de abertura resultou de vários problemas ligados entre si, em vez de um fim de semana isolado.

Lance Stroll e Fernando Alonso posam juntos com o equipamento da Aston Martin
Lance Stroll e Fernando Alonso representam a Aston Martin durante a temporada de 2026.

A vibração tornou-se o problema técnico central

Ambos os pilotos relataram vibração persistente do novo pacote. O movimento afetou a confiança e tornou o carro mais difícil de posicionar em vários tipos de curva. A vibração também pode complicar o trabalho dos sensores e de outros componentes. A equipa teve de identificar se cada sintoma vinha de uma única fonte ou de várias áreas ligadas entre si. Alonso e Stroll deram feedback a partir de estilos de condução distintos. Comparar os seus comentários com os dados registados ajudou os engenheiros a reduzir a busca.

O problema manteve-se visível ao longo de diferentes fins de semana. Essa consistência fez dele uma prioridade antes de a equipa poder extrair mais desempenho normal do chassis. A vibração persistente tornou-se uma queixa comum de Alonso e Stroll. Afetou a confiança porque o carro não proporcionava uma referência estável à entrada das curvas. A vibração também pode perturbar componentes, sensores e a visão do piloto nas curvas rápidas. Os engenheiros compararam inspeções físicas com dados de ambos os carros após cada série. Estilos de condução distintos ajudaram a revelar que sintomas apareciam independentemente da técnica. O trabalho exigiu paciência porque um movimento visível pode ter várias causas ligadas entre si. A Aston Martin não podia simplesmente retirar desempenho até o carro parecer calmo. O pacote ainda precisava de carga e velocidade suficientes para competir com o pelotão intermédio quando a fiabilidade o permitia.

Mónaco proporcionou o melhor resultado de Alonso

Alonso terminou em décimo no Mónaco, o seu resultado mais forte antes da pausa. O circuito estreito recompensou o posicionamento preciso e penalizou qualquer perda de confiança. O único ponto não transformou a posição da Aston Martin na classificação. Mostrou o valor de completar cada sessão com um carro estável.

Alonso lidera Stroll por nove a dois nas comparações de qualificação. Também detém uma vantagem de seis a dois nas corridas em que ambos os pilotos receberam classificação direta.

Um carro de Fórmula 1 da Aston Martin circula no circuito
A Aston Martin continua o desenvolvimento do AMR26 após a pausa de verão.

Os números internos mostram Alonso a extrair mais do pacote. Não eliminam o problema maior da baixa posição da equipa entre os construtores.

Três fins de semana terminaram com ambos os carros abandonados

Austrália, China e Barcelona não produziram comparação direta em corrida porque nenhum Aston Martin chegou ao fim. Esses duplos abandonos retiraram pontos possíveis e quilometragem valiosa. Um abandono também encurta o registo de dados para o desenvolvimento posterior. Os componentes não podem ser avaliados ao longo da distância planeada quando o carro para mais cedo. Perdas repetidas colocam mais pressão nas sessões de treinos livres seguintes. O trabalho de fiabilidade continua a par da procura de um setup mais rápido.

O Aston Martin entrou na pausa em penúltimo lugar na classificação de equipas. A posição reflete tanto fins de semana lentos como oportunidades perdidas devido a corridas incompletas. Um carro mais leve e substancialmente revisto apareceu na Hungria depois de a especificação original ter tido dificuldades. Stroll alcançou o décimo terceiro lugar, enquanto o fim de semana ofereceu uma referência mais forte do que várias rondas anteriores. O resultado não somou pontos, mas colocou o pacote atualizado mais perto do grupo principal. Adrian Newey descreveu o trabalho como um primeiro passo para compreender o carro. O Hungaroring foi útil porque as suas curvas encadeadas expõem rapidamente uma plataforma instável. Os engenheiros podem agora comparar os novos dados com a especificação inicial em níveis de combustível semelhantes. Essa comparação vai orientar as próximas alterações em vez de depender apenas da impressão do piloto.

A Hungria ofereceu uma base de referência mais útil

Stroll alcançou o décimo terceiro lugar na Hungria depois de a Aston Martin ter introduzido um AMR26 atualizado. O carro continuava fora dos pontos, mas mais perto do grupo principal do meio da tabela. O Hungaroring valoriza especialmente o desempenho em curvas encadeadas. Uma plataforma mais estável ajudou os pilotos a manter velocidade nas sequências em vez de avaliarem uma curva isolada. Um fim de semana não pode provar que todos os problemas foram resolvidos. Dá aos engenheiros uma base de referência melhor para o trabalho realizado durante a pausa de verão.

A atualização pode agora ser comparada com os dados das primeiras corridas. Essa análise vai separar ganhos genuínos de efeitos criados pelo traçado do circuito. Zandvoort vai combinar o chassis revisto com uma atualização planeada da unidade de potência Honda. As curvas inclinadas e as cargas sustentadas em curva vão fornecer uma nova referência de vibração. Uma quilometragem fiável é essencial porque outro fim de semana interrompido esconderia o efeito das peças novas. A vantagem de Alonso na qualificação mostra quanto extraiu de um pacote difícil. A chegada de Stroll à meta na Hungria fornece a referência de corrida completa mais recente para a atualização. Nenhuma das comparações internas altera a baixa posição da Aston Martin entre os construtores. Voltas completadas e pontos continuam a ser os objetivos imediatos da equipa. A segunda metade começa, portanto, com um pacote técnico definido e um défice competitivo claro.

Está planeada uma atualização da unidade de potência para Zandvoort

A Aston Martin espera uma atualização da unidade de potência quando a competição recomeçar no Grand Prix dos Países Baixos. O evento decorre de 21 a 23 de agosto em Zandvoort. Mike Krack afirmou que a equipa está a medir o desempenho ainda disponível no pacote. A fiabilidade atual sustenta agora esse trabalho a par das novas peças. As curvas inclinadas e as mudanças rápidas de direção de Zandvoort proporcionarão outro teste exigente. A entrega estável é importante porque várias curvas colocam o carro sob carga sustentada.

A Aston Martin começa a segunda metade perto da parte inferior da classificação após vários problemas de vibração e desistências. A fiabilidade continua ligada ao desempenho porque a vibração altera a confiança do piloto. As séries repetidas revelam desgaste dos pneus no carro revisto da Aston Martin. As curtas sessões de qualificação proporcionam uma referência diferente das simulações de corrida mais longas. Alonso e Stroll contribuem com feedback separado quando ambos os carros completam o mesmo programa. O Grand Prix dos Países Baixos segue-se à pausa de verão em Zandvoort. As suas curvas inclinadas e mudanças de direção mais rápidas diferem do traçado do Hungaroring. A Aston Martin começa esse fim de semana com um recente resultado pontuável e mais trabalho de fiabilidade no AMR26.

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