A Williams restaurou um FW18 original três décadas depois da sua época de título. O chassis quatro voltou às condições de funcionamento para o Festival de Velocidade de Goodwood. O carro tinha passado muitos anos sem uso em pista.
O FW18 venceu ambos os campeonatos de Formula 1 em 1996. Damon Hill garantiu o título de pilotos à frente do companheiro de equipa Jacques Villeneuve. A Williams também conquistou o campeonato de construtores com um registo dominante.
O FW18 definiu o padrão em 1996
A Williams partiu da pole position em doze dos dezasseis Grands Prix. A equipa também venceu doze corridas e somou vinte e um pódios. Esses números fizeram do FW18 o carro que definiu a temporada. Hill conquistou o campeonato na última corrida no Japão. Villeneuve manteve-se na luta durante a sua primeira temporada na Formula 1. Os seus resultados deram à Williams um grande total de construtores.
Patrick Head supervisionou o programa técnico, enquanto Adrian Newey liderou o design aerodinâmico. A Renault forneceu ao carro o seu bem-sucedido motor V10. O conjunto combinava velocidade com forte fiabilidade em diferentes circuitos.
| Estatística da temporada de 1996 | Resultado |
|---|---|
| Vitórias em Grandes Prémios | 12 de 16 corridas |
| Pole positions | 12 |
| Resultados de pódio | 21 |
| Títulos de campeonato | Títulos de pilotos e construtores |
O chassis quatro transportava a sua própria história de corrida
O carro restaurado não foi construído como uma cópia de exposição. É um chassis FW18 original usado durante a temporada de campeonato. Hill conduziu-o até quatro vitórias em Grand Prix. Cada carro de corrida sobrevivente tem uma história separada. Os componentes mudam durante reparações e demonstrações posteriores. A Williams estudou, por isso, os registos antes de começar a restauração.
A identidade do chassis também afeta a pintura, os encaixes e os detalhes mecânicos. A equipa queria que o carro final refletisse o seu período original de competição.

Isso exigiu mais do que arrancar o motor antigo.
A restauração começou com um chassis nu
Os técnicos removeram as peças antigas e desmontaram o carro até à sua estrutura central. O chassis recebeu então pintura nova nas cores corretas. Os sistemas mecânicos foram inspecionados antes da remontagem. Vedantes de borracha, tubos e fluidos podem deteriorar-se durante o armazenamento. A segurança depende de substituir os itens inadequados sem alterar o carácter visível. O motor e a caixa de velocidades também precisam de verificações cuidadosas.
A equipa usou o conhecimento da oficina do seu programa de património. Desenhos antigos e informações de setup apoiaram o trabalho. Ferramentas modernas ajudaram a inspecionar peças difíceis de avaliar a olho.
Goodwood ofereceu um regresso controlado
O Festival of Speed usa uma curta subida em vez de um circuito de Grand Prix. Os carros históricos correm individualmente e com cargas sustentadas mais baixas. Esse cenário adequa-se a um primeiro regresso público. Os espectadores podem ver e ouvir o carro sem um programa completo de corrida. Os engenheiros monitorizam ainda temperaturas, pressões e o feedback do piloto. Qualquer sinal invulgar pode terminar uma passagem mais cedo.
O objetivo era uma demonstração fiável, não um recorde de volta. O valor do FW18 vem da sua história original. Uma condução cuidadosa preserva o carro para eventos de património futuros.
O projeto mantém um carro de campeonato ativo
As exposições estáticas de museus protegem carros importantes, mas não conseguem reproduzir o seu som ou movimento. Uma restauração em funcionamento dá outra perspetiva da engenharia da Formula 1. Um carro de corrida funcional também exige uma manutenção contínua e cuidadosa. A Williams mantém vários carros históricos através da sua operação de património. Cada projeto utiliza registos do longo arquivo da equipa. O FW18 representa uma das temporadas mais fortes desse arquivo.
Trinta anos passaram desde o campeonato de Hill.

O chassis restaurado liga agora esse resultado a um novo público. O seu regresso foi construído à volta de peças documentadas, trabalho paciente de oficina e uso controlado em pista.
A temporada original produziu ambos os campeonatos
A Williams venceu doze dos dezasseis Grands Prix realizados em 1996. O FW18 também arrancou da pole doze vezes e subiu ao pódio em vinte e uma ocasiões. Esses resultados garantiram o título de construtores antes da última corrida.
Damon Hill assegurou o campeonato de pilotos em Suzuka. Jacques Villeneuve manteve-se como seu rival pelo título até essa final japonesa. Os resultados combinados deram à Williams uma grande vantagem sobre a Ferrari na classificação de construtores.
O chassis quatro regressou após um programa completo de oficina
A restauração começou com o carro reduzido ao seu chassis nu. A carroçaria recebeu a decoração correta antes de os sistemas mecânicos serem reconstruídos. Os especialistas verificaram então cada conjunto necessário para uma demonstração controlada em pista.
O chassis quatro venceu quatro corridas com Hill durante a temporada do campeonato. A sua aparição em Goodwood envolveu, por isso, um carro original usado em corrida, não uma réplica posterior. O projeto preservou a máquina ao mesmo tempo que a devolveu à condição de funcionamento.
Goodwood devolveu o chassis restaurado a uma pista pública
A Williams exibiu o chassis quatro no Festival de Velocidade de Goodwood após concluir a reconstrução. Karun Chandhok conduziu o carro no percurso da colina. A corrida deu aos espetadores o som e o movimento da máquina original com motor Renault, em vez de uma exposição estática de museu.
O FW18 usou um V10 Renault de 3,0 litros e uma caixa de seis velocidades Williams. Adrian Newey liderou o seu design, com Patrick Head como diretor técnico. O carro arrancou em todas as corridas da temporada de 1996 a partir das duas primeiras filas. Venceu três quartos dos dezasseis Grands Prix.
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